Mar de Palavras

– narrações de histórias com Penélope Martins e Joel Costa Mar –

Cardápio de Narrações: aqui a gente (en)canta para contar histórias

pe e jo

Nosso Mar de Palavras, a língua portuguesa aqui e acolá. Um conto de Portugal, de Alice Vieira, e um conto do Brasil, de Penélope Martins. Duas protagonistas que compreendem a vida a partir das palavras…

Com canções autorais.

I. A Arca do Tesouro, de Alice Vieira

Maria é uma criança que anseia o fim do tempo frio, o tempo em que as pessoas não têm tempo para nada. Estão todos estressados, correndo com horários, sem tempo para falar, contar histórias, conversar sobre a vida. Os dias são curtos, as manhãs gélidas e os corações de inverno.  A avó lhe dá uma Arca de Tesouros provocando a menina a descobrir o mundo das palavras.

Um dia a arca some e Maria nem pode explicar a todos o que tem dentro da caixa porque seus tesouros não servem para nada… Quem haveria de ter pego a Arca de Maria?

II. Violeta Dengosa, de Penélope Martins 

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imagens Rosana Urbes, para publicação em breve disponível pela Editora Rocco

Violeta Dengosa ilhada no seu pensar e cercada por um tortuoso mar de dúvidas procura um sentido para a vida.  Mensagem engarrafada, um pedido de socorro, uma tentativa mesmo que impossível de alcançar a atenção de alguém que se importe.  Dias de longa espera a olhar o balançar das ondas do mar até que as garrafas navegantes encontrem as tramas da rede tecida pelo pescador.

Pescador tem braço forte e bússola de navegar, não enfraquece na dificuldade e busca o sonho mesmo sem saber das as respostas certas para as dúvidas daquela menina.   O amor seria algo impossível?  

 

 

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HISTÓRIAS DA ARCA DE (EN)CANTAR

 

1. A Incrível História do Menino que Não Queria Cortar o Cabelo

Imagine um menino birrento, teimoso feito mula empacada em dia de chuva. Imagine só esse menino genioso, só fazia o que queria e mais nada. Pior de tudo, não tomava banho e nem lavava os dentes, não cortava as unhas e nem trocava de roupas. Pior do pior de tudo, o menino jurava que nunca iria cortar um só fio daquela longa e fedegosa cabeleireira.

A mãe do menino bem que tentou convencer o filho a ser mais jeitoso. A mãe tinha muita paciência com aquele praguinha. Mas nada dura pra sempre, nem paciência de mãe. Um dia a mãe já estava pela tampa com o garoto e deu de inventar histórias sobre um bruxo interessado em crianças catinguentas assim que nem seu filho.1939822_693903073965178_732546737_n

O menino zombou, não acreditou na mãe, continuou abrigando baratas e piolhos na sua cabeça. Até que um dia…

História de humor e medo, pum, caca e meleca, com canções de fazer chorar de tanto rir. Essa é a brincadeira do menino.

Veja também a canção para hora de ninar mamã e papá: https://www.youtube.com/watch?v=cGswcerN8P8.

* O livro com “A Incrível História do Menino que Não Queria Cortar o Cabelo”, está disponível nas livrarias pelo selo da Folia das Letras Editora.

 

 

 

2. Lendas

 

A) Macau,

um lugar na China onde se diz bom dia!IMG_9626

Por que contar as lendas de Macau? Além de expandir nossos horizontes com conhecimento da valiosa sabedoria oriental, é muito interessante conhecer um pouco sobre a cultura de um povo chinês que  foi colônia portuguesa por mais de 400 anos e até hoje mantém tradições com a nossa língua portuguesa. Nihao!

A narração inclui a lenda das árvores que ninguém separa,  o homem que sabia conversar com as aves, a multiplicação da massa de arroz nas mãos do artesão, a voz do fundo das águas, o casamento da bordadeira do céu, a travessia da Senhora do Céu.

 

B) Índia,

temperando a nossa cultura

Por que contar as lendas da Índia? Porque a Índia é a mãe das civilizações com sua cultura de tradições milenares e grandes épicos transmitidos por tradição oral até os dias de hoje, sem contar a inspiração filosófica contida nos contos indianos e budistas sobre a busca da sabedoria e autoconhecimento. Namasté!

A narração revisita episódios do Grande Mahabharata e do Ramayana enfatizando o fantástico e o maravilhoso das divindades, inspirando os ouvintes com contos como o do grande mestre que demarrou chá sobre o tapete para mostrar como as mentes cheias se fecham para o diálogo. A trajetória do Príncipe Sidartha ilumina o caminho de quem busca o equilíbrio e o desapego. Histórias aromatizadas com especiarias.

 

C) Esse Brasil é feito do quê?

Um Brasil que tem tradição portuguesa mas que não dispensa comida japonesa. Aqui tem colônia de alemães e os italianos muito bem representados com a culinária paulistana. Não se esqueça dos chineses e dos turcos, árabes e libaneses. Os espanhóis também tem voz, os holandeses também fizeram história. A África tão grandiosa presença no Brasil que é um pouco de tudo e que de todo povo tem o que contar…

Na narração inclui uma seleção de contos sendo cada um de um povo que imigrou para o Brasil ajudando a formar a grande diversidade cultural brasileira.

 

D) Mama África

Conta a lenda que o Baobá era a árvore mais perfeita de toda a criação, sua beleza monumental não era menor do que a grande valia de seus frutos para todos os seres viventes além dos poderes medicinais de suas folhas e de sua seiva. Orgulhoso de si, o Baobá passou a tratar os outros seres vivos com palavras de soberba e desprezo… Até que um dia…

África de sabedoria ancestral e de tambores que ecoam o som primordial da existência, essa narração é uma homenagem a vasta cultura de um povo que compõe a maioria étnica do nosso Brasil. 

* as narrações acompanhadas com música potencializam a magia da tradição oral com experimentar de cantar histórias.

 

3. O Círculo dos Mentirosos e outras conversa de fazer matutar

Um dia a mulher foi se queixar a Nasrudin sobre o marido que tinha largado trabalho e tarefas da casa para viver na floresta conversando com os pássaros. O homem tinha a certeza de que conseguiria se comunicar com as aves e Nasrudin foi o primeiro a concordar com ele. “Eu mesmo tive a vida salva por um peixe”. O homem ficou maravilhado com o testemunho e pediu detalhes…

Quem não gostaria de conhecer a fórmula mágica para despertar a inteligência? Uma dose e zás, ficaríamos mais espertos. Pois Nasrudin revela a alquimia que o transforma em ser tão sábio.

Narrativas que invocam questões metafísicas como vida, morte, inteligência, fé, coragem, simplicidade, inspiradas no grande livro de Jean Claude Carrière, O Círculo dos Mentirosos, e combinada com outras tantas de sabedoria universal.

 

 

 

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