Mar de Palavras

– narrações de histórias com Penélope Martins e Joel Costa Mar –

Feira do Livro de Lisboa!

E aqui vamos nós!! Penélope Martins e Joel Costa Mar, para abrir a Arca e cantar a história da escritora Alice Vieira na Feira do Livro de Lisboa.

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CONTADORES DE HISTÓRIAS NOS FAZEM VIAJAR SEM SAIR DO LUGAR, por Marina Bastos *

Para a narradora andreense Penélope Martins não existe limite de tempo e espaço nas histórias, assim como limites para conhecer. Foto: Monika Tognollo/Divulgação
Para a narradora andreense Penélope Martins não existe limite de tempo e espaço nas histórias, assim como limites para conhecer. Foto: Monika Tognollo/Divulgação
Em 20 de março é comemorado o dia desses profissionais importantes para a criatividade e a imaginação

Contadores de histórias são capazes de nos fazer viajar para lugares extraordinários. Com sua narrativa acompanhada de gestuais, às vezes de música, e sempre explorando as possibilidades de suas vozes, contadores nos levam para dentro de histórias como num espiral de imaginação. Em 20 de março é comemorado o dia deste profissional tão importante para o desenvolvimento da criatividade.

A data passou a ser comemorada em 1991 na Suécia, com o objetivo de reunir os contadores de todo o mundo e promover a prática. Mas o hábito de contar histórias é milenar, podemos dizer que a evolução da humanidade está diretamente ligada à arte de contar histórias, e, mesmo hoje, não só fábulas como conhecimento e sabedoria popular são transmitidos através da oralidade.

Moradora de Santo André, Penélope Martins, que também é colunista de literatura infantil do ABCD MAIOR, começou contar histórias em 2010 no projeto Construindo Leitores, que acontecia na Livraria Alpharrabio. “A ideia era juntar as crianças para compartilhar histórias e encantar para a leitura. Depois disso, comecei a aceitar convites para contar histórias em escolas e, em 2013, participei de uma belíssima exposição sobre literatura portuguesa, já na condição de narradora de histórias”, lembrou.

Para Penélope, é fundamental que o narrador goste de colecionar boas histórias, e para isso precisa ser bom leitor também. “Também é muito importante encontrar musicalidade na palavra. O narrador tem que testar isso, ler em voz alta, procurar boas pronúncias e até cantar trechos da história. O importante é ter na palavra seu brinquedo. E para brincar de ‘palavrear’ é preciso ganhar intimidade com isso diariamente”, sugeriu.

Para o contador de histórias andreense Cristiano Gouveia, mais importante do que técnicas é o amor por essa arte. “Depois de contaminado por esta paixão, cada contador pode estudar, ler bastante, ouvir muitas histórias, ter contato com outros narradores, e buscar sua própria linguagem, seu próprio jeito de contar. Alguns utilizam livros, outros desenhos, outros só as palavras. E é incrível que cada um descubra suas próprias vontades e habilidades dentro do seu caminho”, disse ele, ao indicar que hoje existem vários cursos livres para narradores e até pós graduação.

Cantador de histórias – Cristiano começou contar histórias em 2006, na Cia. Prosa dos Ventos,  núcleo paulista de teatro e contação de histórias. “Desde então, tenho me envolvido na linguagem, me inspirando nos livros e em outros contadores de histórias que fui conhecendo, participando de festivais de narradores pelo País e até em Portugal, à convite da sensacional narradora Clara Haddad”, lembrou ele, que a partir de 2011 começou pesquisar e escrever histórias cantadas. “Acabo virando um ‘cantador’ de histórias, como os bardos e trovadores de outros tempos.”

Os dois concordam que a importância de contar e ouvir histórias está no ato de descobrir o mundo nas palavras de outra pessoa. “Neste mundo com relações tão virtuais, nas redes sociais, partilhar histórias é uma experiência única, pois se faz na presença. É aprender a ouvir, a ampliar a imaginação (quem nunca imaginou, do seu jeito, o tamanho da boca do Lobo, ou como era a casa de palha do porquinho?). É poder descobrir novos caminhos no mundo em que vivemos, através da astúcia, da imaginação, do bom humor, da superação de dificuldades”, considerou Cristiano.

Para Penélope a narração vai ainda além. “A importância disso é poder contar a própria história, reformular os capítulos vividos, encerrar episódios ruins, deixar a imaginação arejar novos caminhos para o que virá. A gente conta história para viver e compreender o que é viver. Na história somos árabes, ingleses, esquimós, vivendo na era do gelo ou na idade média. Não existe limite de tempo e espaço, nem limite para conhecer. Isso nos enriquece e torna nossa cabeça um lugar arejado, uma boa sala de estar.”

* esta matéria saiu no Jornal ABCD Maior, hoje, para comemorar o dia internacional dos narradores de histórias. Confira no site do Jornal: http://www.abcdmaior.com.br/noticia_imprimir.php?noticia=65396

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Pra já!

Esta semana, eu e JoEl CostaMar, (en) cantaremos histórias nas unidades das Fábricas de Cultura, para falar de amizade. Quem quiser aparecer, apareça bem aparecido e com direito ao abraço.

Terça-feira, dia 24-02, às 10h, na unidade do Capão; às 15h, na unidade São Luís. Sexta-feira, dia 27-02, às 10h, na unidade Brasilândia; às 15h na unidade Vila Nova Cachoeirinha. Sábado, dia 28-02, às 14h30, na unidade Jaçanã.

Agenda – Fábricas de Cultura

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é hora de compartilhar histórias e a gente quer muito você por perto. vem!

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Sete histórias de medo, versos de horror e outros bichos de fazer dó

folder fabricas medo

 

Em agosto Penélope Martins e Joel Costa Mar (en) cantam histórias de medo com a participação especialíssima da artista visual Renata Bueno.

Existem histórias de encantar e histórias de arrepiar. Um homem que achou que podia enganar a morte; o encontro fatal com a loira do banheiro; um bruxo que adora buscar crianças birrentas; barulhos que parecem vir de dentro do nosso armário bem na hora de dormir. Tudo isso parece tão terrível quanto encontrar uma barata na cozinha, mas uma canção de ninar pode ajudar a espantar nossos medos. Você tem medo de quê? Uma roda de histórias para contar e cantar canções monstruosas, desenhando com a imaginação para que o medo seja só de brincadeira.

Renata Bueno vai ai contar histórias com a gente DESENHANDO! Uau! Você vem ou tá com medo?

 

renata bueno

 

 

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preparando novas aventuras para sair por aí (en)cantando histórias…

pe e joel

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a feira de livros e mais de mil rostinhos a cada encontro…

 

 

É dia de festa! Junho começou com grandes encontros. Dias 2 e 3, eu e meu parceiro musical – Joel Costa Mar, na Feira de Livros de Osasco, (en)cantamos histórias de gatos, tesouros, bichos papões e loiras do banheiro. Espalhados feito açúcar, os contos de Alice Vieira e os cordéis de Moreira de Acopiara se misturaram às nossas canções. Divertidíssimo, lindíssimo, riquíssimo. Superlativos da euforia literária. A cada apresentação, um público de mais de mil rostinhos aguardando por um festival de palavras.

Obrigada Osasco. Obrigada LIBRE por nos convidar.

 

- fotografia Vitor Vogel -

– fotografia Vitor Vogel –

 

fotografia Vitor Vogel

fotografia Vitor Vogel

 

 

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conto zen: a xícara de chá

o conhecimento necessita ser partilhado se procuramos sabedoria. não há partilha entre pessoas que já estão cheias de convicções, de verdades inquestionáveis. para compartilhar é preciso que estejamos dispostos a ouvir o outro com a mente e com o coração. esvazie sua xícara e deixe a vida fluir…

– Penélope Martins –

https://www.youtube.com/watch?v=SsEt3_JyNGE&feature=youtu.be

 

* este vídeo foi confeccionado por Gabriel César (procure por ele no Canal Youtube -https://www.youtube.com/user/Gabrielcsar , também no facebook: https://www.facebook.com/rasecleirbag?fref=ts)

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4ª Feira do Livro de Osasco!

 

Dias 2 e 3 de Junho estaremos no Parque Chico Mendes para participar da 4ª Feira do Livro de Osasco. Apresentações programadas para 10h e 11 horas da manhã nos dois dias.

 

Apareçam!!!

 

Penélope Martins e Joel Costa Mar

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poesia canção, com Joel Costa Mar

 

“Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz.” Assim se definiu Mário Quintana, poeta sulista brasileiro, nascido no começo do século XX e já desabrigado da vida no mundo.

Já tive um doido a me dizer que faço poesia e eu, orgulhosamente, respondi que nunca, “ao contrário, eu escrevo bobagens”, porque afinal de contas eu sou boba e ao responder assim eu me ‘quintaneio’ um pouquinho.

Sou da geração que recebeu na escola a coleção “Para Gostar de Ler”. Por lá experimentávamos Vinícius de Moraes, Cecília Meireles e Mário Quintana.

Nessa vida, que é louca e curta, seguimos a procurar a semelhança sem saber onde. Encontrei Joel Costa Mar, meu parceiro musical, e dele colhi uma canção para Quintana. Melhor do que biografias, fica o poema intitulado “auto-retrato”, de Mário Quintana, seguido da canção brincante de Joel, porque quintanear é sempre boa feita.

No retrato que me faço – traço a traço – às vezes me pinto nuvem, às vezes me pinto árvore…

às vezes me pinto coisas de que nem há mais lembrança… ou coisas que não existem mas que um dia existirão…

e, desta lida, em que busco – pouco a pouco – minha eterna semelhança,

no final, que restará? Um desenho de criança… Corrigido por um louco!

– Mário Quintana –

* Conheça também o Clube de Leitores, nossa casinha em Portugal junto de amigos, onde publicam-se os posts sob rubrica “É do Borogodó”, de Penélope Martins, onde já quintaneamos um bocadinho: http://www.blogclubedeleitores.com/2013/07/e-do-borogodo-quintaneando.html

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